sexta-feira, 17 de julho de 2009

ArtRage



Mais um teste com o Tablet PC. Desta vez com o ArtRage, um programinha bem simpático. Não é tão pretensioso, completo (e complexo) como o Corel Painter, mas tem ferramentas que simulam materiais reais que são fáceis (e uma delícia) de usar. Minha filha e minha enteada, que não têm hábito de usar tablets, se adaptaram rapidinho. Até onde soube, ainda não tem suporte a tablets com níveis de pressão.
Ah, pode-se baixar uma versão gratuita, com algumas limitações.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Maurício de Souza

Homenagem aos 50 anos de carreira de Maurício de Souza.



Edit: Publicada na edição de 17 de julho do Jornal de Brasília

domingo, 12 de julho de 2009

II Sketchcrawl em Brasília

Sábado, dia 11 de julho, aconteceu o II Sketchcrawl em Brasília, no Parque da Cidade, próximo ao laguinho do estacionamento 10. Compareceram mais de 50 artistas. Abaixo uma foto em que fui flagrado rabiscando (roubada do Flickr da Jéssica Valença) e, a seguir, os resultados da empreitada. Quem quiser acompanhar os desenhos dos outros artistas, vá à página do Sketchcrawl Brasília no Flickr.

























Música para cupidos obesos


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Piano loop

Murilo - Versão final

Versão final do retrato de Murilo, sobre foto de 2005. Abaixo, o mesmo desenho em progresso com lapiseira e grafite azul.


Rabiscão - Encontro de Ilustradores em Brasília

Aconteceu no dia 9 de julho o 1º encontro de ilustradores de Brasília, o Rabiscão, no Restaurante Rayuela da 412 Sul. Não houve lista de presença, mas compareceram mais de 20 ilustradores, entre novatos, veteranos, designers, publicitários, animadores e outros bichos. Marceleza, da Ilustrativa, forneceu um caderninho que foi ilustrado pelos presentes, devendo ser sorteado entre os participantes no próximo encontro.
As fotos do evento, bem como os desenhos, podem ser vistos aqui.

video
Vídeo feito pelo Cícero.


Final do evento, quando boa parte da turma já tinha vazado


Flagrante deste meliante em ação, por Werley.

domingo, 5 de julho de 2009

Davi, com violão, assiste filme


Mais um sketch solto, sem compromisso com detalhes ou proporção. Meu irmão Davi enquanto assistia a um filme. Tablet PC e Photoshop CS3.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Wacom Penabled

Desenhar diretamente na tela do computador é o sonho da maior parte dos ilustradores. Até agora, esse tem sido um sonho bem caro. Vide o preço da Wacom Cintiq, o produto top nesse nicho: mais de R$ 10 mil o modelo de 21 polegadas e cerca de R$ 4 mil o de 12 polegadas.
Para mim, uma Cintiq de 21" é muito grande e cara. Não cabe na mochila (nem no meu bolso, nos dois sentidos), para levar em viagens, por exemplo, como a de 12" (Cintiq 12WX) e exige espaço na mesa de trabalho. Além disso, vai sempre ser preciso um computador para conectá-la como monitor adicional.
Solução: Tablet PC com a tecnologia Wacom Penabled.

Depois de muito tempo sonhando com isso, acabei comprando o modelo Pavillion TX2510 da HP. É ao mesmo tempo um notebook com tela de 12" e processador AMD Turion X2 Ultra de 2.1GHz, e um tablet com sensibilidade de 256 níveis de pressão (contra 1024 da Cintiq, mas não se nota tanta diferença). A caneta que acompanha o produto é compatível, até onde soube, com a linha Bamboo e Graphire da Wacom, podendo ser facilmente substituída pela desses modelos (Edit: testes que fiz com a caneta da Graphire não confirmaram essa compatibilidade). Além disso, ela tem borracha, diferentemente da caneta da Bamboo.

Prós:
• Une dois elementos em um: notebook e tablet
• Tamanho pequeno, fácil de transportar
• Processador robusto, HD de 250GB e 3GB de RAM
• A tela rotaciona em incrementos de 90º, tanto no modo normal, como fechada em modo tablet
• Mais ou menos o mesmo preço que a Cintiq 12WX

Contras:
• Aquece um bocado, quando ligado na tomada (do mesmo modo que a Cintiq 12WX, segundo soube), tornando desconfortável apoiá-lo no colo por longos períodos de tempo
• Menos níveis de pressão que a Cintiq (256/tablet contra 1024/Cintiq), além de não ter sensor de inclinação da caneta
• Menos opções de sistemas operacionais. Vem com o Vista pré-instalado e pode-se instalar, como no meu caso, um sistema Linux em outra partição. Não é boa pedida para quem só sabe usar Macintosh.






O adesivo Penabled Wacom é o que mostra a diferença desse modelo para outros Tablets PCs comuns. Se não tiver o selo, não compre.


A interface mostrada na tela é da versão gratuita do programa Art Rage 2.5.



Como nem tudo são flores, minha caneta veio com defeito. Levei quase uma semana, entre testes, reistalação de sistema e drivers, para chegar a essa conclusão. Para se entender o meu drama há que se levar em conta que um Tablet PC trabalha com dois tipos de sensibilidade a toques: ativa e passiva. O modo passivo é o que permite que você acione menus e botões com a ponta dos dedos ou outros objetos. O modo ativo é o pulo do gato nesse caso, pois só responde aos impulsos magnéticos da caneta Wacom. Para facilitar o ato de desenhar e evitar riscos acidentais no desenho, tive que desabilitar o modo passivo.
Para encurtar, resolvi o problema da caneta com a loja, com troca por outra nova.
Os dois desenhos abaixo mostram o uso do modo passivo da tela, sem níveis de pressão. Notem que os traços têm espessura uniforme, como que feitos por caneta técnica:





Nos outros a seguir já se pode ver as nuances de pressão e espessura dos fios:





quarta-feira, 1 de julho de 2009

The long away - Ode aos amigos



Às vezes penso em como a gente é levado pela vida afora como um galho à deriva em um rio. Nem sempre escolhemos onde vamos parar, outros nem sequer param, continuam sendo arrastados para rios maiores e, depois, para o grande mar. Digo isso porque sinto falta, saudades mesmo, da minha adolescência e início da fase adulta, dos planos e dos amigos de então. Na verdade, o que nos tornava amigos era a coincidência de gostos e planos para a vida. Nem se tratava de planos de mudar o mundo. Mesmo então eu já tinha lucidez suficiente para não voar tão alto.
Mas aí, em alguma curva do rio, nos separamos. Alguns amigos não vejo há anos; outros, menos tempo. O que nos separa, entretanto, não é só o tempo e a distância. A gente muda sem perceber. Quando estamos juntos, mudamos juntos. Separados, graças às mudanças inevitáveis e constantes, nos tornamos outros, até mesmo estranhos.
Posto logo abaixo uma música do Queen, The Long Away, que fala sobre isso. Clique no título da música para ouví-la no Youtube:



Queen - The Long Away
Letra e música por Brian May

You might believe in heaven
I would not care to say
For every star in heaven
There's a sad soul here today
Wake up in the morning with a good face
Stare at the moon all day
Lonely as a whisper on a star chase
Does anyone care anyway?
For all the prayers in heaven
So much of life's this way

Did we leave our way behind us?
Such a long long way behind us
Who knows when now who knows where
Where the light of day will find us?
Look for the day

Take heart my friend we love you
Though it seems like you're alone
A million light's above you
Smile down upon your home
Hurry put your troubles in a suitcase
Come let the new child play
Lonely as a whisper on a star chase
I'm leaving here,I'm long away
For all the stars in heaven
I would not live I could not live this way

Did we leave our way behind us?
Such a long long way behind us
Leave it for some hopeless lane
Such a long long way such a long long way
Such a long long way I'm looking for
Still looking for that day